Tão cansada que mal posso escrever.
Aconteceu mesmo, Eu cantei ao vivo. Cantei Madonna pros fãs da Madonna, depois cantei Madonna de novo numa boate acostumada a música ao vivo de qualidade.
Se eu dissesse que não pensei em desistir, mentiria. Pensei sim, ambas as vezes. Não estava nem um pouco segura, pelo contrário, tinha que me preocupar com coisas além da minha própria capacidade.
Tudo que poderiam fazer para dificultar, foi feito, Atrasos, falta de estrutura, e até uma falta de iluminação caprichosa surgiu pra me atrapalhar.
Eu entrei em ambos os palcos tendo ensaiado apenas uma vez em cada um.
A preocupação com a voz era iminente, visto que isso era algo que eu nunca tinha feito e que necessita preparo. Respiração, aquecimento, e eu em cinco minutos, tentava fazer tudo o que eu lembrava de vídeos de internet. Minha garganta secou de forma que eu mal conseguia respirar. O som baixo e abafado me impedia de ouvir tanto a instrumental quanto a mim mesma.
A platéia era difícil, mas eu os entendia. Se você promete uma puta performance, você tem que dar uma puta performance. Se eles entraram e viram telão, bailarinos, figurino e microfone, esperavam grandiosidade. Eu mesma me pus à prova quando aceitei que tudo isso fosse feito.
Mas estou satisfeita comigo. Eu dei a cara a tapa mesmo, e entreguei tudo de mim. No meio da apresentação, consegui envolver a plateia, que animada, cantava comigo. Aplaudiram e foram receptivos. Tirei muitas fotos e recebi muitos elogios. Pra uma primeira vez, foi mais positivo do que negativo.
Na balada, queria sair correndo. A estrutura era perfeita sim, mas eu estava claramente abaixo daquilo. Senti ser a maior das amadoras.
Entretanto, subi com a cara e coragem de novo. Disse meu nome e disse o que vim fazer, e cantei. Cantei, dancei, despiroquei. Senti mais apoio do que crítica, principalmente na música mais agitada. Um menino pediu pra tirar foto comigo depois dizendo que eu fui muito bem, então... Se cativei pelo menos um, tudo valeu a pena.
Começos são sempre difíceis, mas talvez a persistência nos ponha nos eixos corretos.
Se eu disser que sei o que estou fazendo... Não tenho a menor ideia. Eu nado conforme a maré. Descobrindo aos poucos o que gosto, o que quero, o que preciso melhorar e por que faço o que faço.
Nenhum comentário:
Postar um comentário