Sometimes I sit staring at the window...
Tenho pensado muito. E isso nunca faz bem.
Tenho procurado um novo emprego pois me demiti do meu. Tenho gasto tempo com dezenas de aplicativos de relacionamento...
Mas a música não sai de mim, ela nunca sai de mim.
Comecei aulas de canto e dança. Isso me anima, adoro aprender, mas again, aquela sensação de "a porra ta ficando séria" me assombra.
Tenho uma apresentação marcada pra dia 22 de maio.
Eu não sei se gosto de me apresentar em balada, na verdade. Ainda não tive tempo pra descobrir. É uma adrenalina diferente, dá medo de verdade. Quando eu fazia sozinha, eu sabia onde estava pisando e quanto tempo eu tinha pra preparar tudo. Com outras pessoas envolvidas, é tudo muito diferente. E o publico de balada é tão diferente de mim. Se eu viro cinco noites por ano é muito. Eu não tenho a malícia da noite, mas me jogo nesse jogo controverso. Eu me coloco lá e me testo: "será que aguenta um palco? E que tal um palco maior? E que tal um público mais difícil? Can you handle it?"
I have a cage, it's called the stage.
O que pesa no meu cérebro é a fama. A que eu sempre busquei, busco e quero. Mas quando eu começo a sentir que realmente pode chegar, me assusta.
Eu me pergunto se sobreviveria ao lado cruel desse mundo. Gosto de ficar em casa e dormir todas as noites na minha cama quentinha. Comer sem me preocupar com estética e passar tardes de sábado com a minha mãe. Sempre fui a filha querida, superprotegida. E justamente porque conheci os dois lados de ser tão amada, entendo que tudo na vida tem um preço.
Tenho medo do lado obscuro e solitário que a fama pode trazer. Me pergunto se é cedo ou tarde demais, visto que não existe outra coisa que eu saiba fazer e que me desafie tanto. Visto que eu não enxergue outra solução de plenitude financeira.
Não sou uma boa designer e não penso que poderia ser. Não sou criativa com fontes, cores e texturas, pois não tenho muito interesse em ser. Não tenho um futuro promissor no quesito "relacionamento".
Às vezes parece que se eu abandonar o caminho que sigo há 10 anos, não existe outro caminho.
Talvez qualquer caminho me leve à solidão. A fama e o vazio juvenil. O anonimato e a solidão pré-morte.
Talvez com dinheiro, eu possa ajudar mais pessoas e dar um significado à minha vida.
Talvez eu deixe nas mãos de Deus e ouça o que Ele disser ao meu coração.
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