quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Reality

Fiz uma loucura hoje. Fui pra uma seletiva de um reality show. E agora que a euforia passou, eu me encontrei pensando que estou feliz.
É, to feliz. To num emprego que paga mal, mas que me permite ter liberdade pra faltar, não pegam no meu pé e eu trabalho só 4 horas por dia, o que é maravilhoso e compensa a pouca grana.
Pela primeira vez, estou dedicada a algo, um blog sobre novela que eu criei por acaso e senti repercussão. Saber que as pessoas se identificam com o que eu escrevo, comentam e compartilham, me dá um prazer enorme, me emociona de verdade. E o tema é simplesmente meu favorito. É fácil falar sobre.
Ter participado dessa maluquice, me fez conhecer um lado meu que francamente eu não gostei. Sim, fiquei confinada por algumas horas com câmeras ao meu redor e pessoas muito diferentes de mim. Só algumas horas e eu já entendi o quanto sou capaz de pirar no egocentrismo. Me coloquei numa bolha, assumi a vibe de estar ali pra me mostrar. E não adianta dizer que não sou assim, porque sou sim, mas não completamente.
Justamente agora que eu me convenci que não quero mais ser famosa, esse outro lado me jogou nessa arapuca doida. E eu vi! Eu vi como eu seria, eu senti. E odiei.
Eu to tranquila, eu to longe de confusão. E apesar do vazio que andava me assombrando há uns dias, eu consegui encontrar formas de preenchê-lo, meus métodos. Seja tomando rivotril pra dar uma pirada e dormir em paz, seja escrevendo cartas para estranhos e largando em lugares improváveis da cidade, seja me apegando em séries de TV, novelas, personagens, eu encontro meus modos de tapar o buraco. E quando olho em volta, eu tô bem!
É uma mania terrível tentar encontrar coisas que justifiquem minha infelicidade quando ela nem sequer existe. Estou bem, estou feliz e não quero voltar a buscar o que eu estava buscando.

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